19 de fev. de 2020

[Crítica - Filme] Clue - Os Sete Suspeitos (1985)


Pra quem não sabe: Sou louco por histórias de detetive. Cresci lendo diversas obras da Agatha Christie e do Arthur Conan Doyle, então me sinto na obrigação de sempre ver as histórias que carregam essa temática! E quando vi que existia um filme que adaptava o clássico jogo de tabuleiro "Detetive", fiquei pasmo comigo mesmo de nunca ter assistido!

O filme tem TODOS os elementos que vocês podem imaginar do jogo: Os personagens como Coronel Mostarda, Dona Branca, o Mordomo, e etc; As armas, candelabros, cordas; e os locais, a mansão é extremamente bem explorada no filme. Tudo de mais clichê numa história clássica de detetive também se encontra aqui, como passagens secretas.

Resultado de imagem para clue 1985Toda a trama se desenrola quando 6 pessoas são convidadas à uma mansão de um cara, sendo que todas estão conectadas (e inicialmente não sabemos o motivo). Em dado momento, cada um recebe um objeto (as armas do jogo). E do nada, um morre. Com isso, sem com que eles possam sair da casa, é preciso eles descobrirem, e nós, o público também, quem é o assassino. E sim, eu me empolgo demais com esse tipo de descrição.

Talvez, para os padrões de hoje, o filme tenha ficado clichê, e algumas piadas envelheceram mal, porém, o clima clássico de investigação, a ideia da gente ir acompanhando e se perdendo junto, em uma história leve e cheia de bom humor (o filme soube muito bem dosar seu clima, que não é nem infantil nem muito adulto).

E bem, o motivo de eu ver logo esse filme é que vão em breve fazer uma nova versão dele, com o Ryan Reynolds. Ainda não sei o que opinar sobre isso, mas recomendo a todos buscarem esse filme e se divertirem com um clássico com cara de sessão da tarde.

Obs: O filme tem três finais diferentes que foram exibidos em diferentes cinemas, assim como um jogo de tabuleiro, o que é genial.

18 de out. de 2019

[Crítica - Filme] El Camino


Existem muitos filmes que quando terminam a gente fica "mas esse filme era necessário mesmo?". Poisé, eu tava com essa cabeça desde que anunciaram que o universo de Breaking Bad ia ganhar um filme derivado que mostraria a história de Jesse Pinkman, um dos protagonistas, após a série original.

O fim dele, sem dar spoilers, é meio aberto, algo que alguns (eu inclusive) achavam interessante e levavam como uma brincadeira de imaginação. Quando disseram que o filme amarraria sua história, muito foi especulado. Porém, a noticia boa, é que mesmo não sendo obrigatório para a experiência do espectador, o filme direto para Netflix, "El Camino" consegue dar uma nova história interessante ao personagem que evoluiu demais na série, saindo do garoto rebelde para um adulto que tem as marcas de sua vida.

Infelizmente, o filme não deve funcionar como produto isolado, e sim como um "bônus" para quem viu a série. Mas avaliando com isso em consideração, o filme consegue convencer o espectador que sua história é interessante, e o retorno da equipe criativa da série, que é extremamente bem avaliada, faz com que a obra tenha o mesmo clima de um episódio, o que já a torna nostálgica, intrigante e com um padrão de qualidade minimamente ótimo.

Respondendo a pergunta no início da crítica, o filme era necessário? Não. Breaking Bad é uma obra incrível fechada. Porém, se o próprio criador teve essa ideia e fez desse filme uma obra com tanto carinho e qualidade, o filme merece sim nossa atenção, pois merece completamente.

13 de set. de 2019

[Crítica - Filme] It - Capítulo 2


Quando dividiram o livro "It" em duas partes, com os flashbacks da infância sendo um filme só e tirando dos anos 50 para os anos 80, eu já via aquilo como uma coisa incrível. E realmente funcionou. O medo de palhaços e o clima oitentista da obra ficou incrível e realmente merece o status de clássico moderno que recebeu.
Porém...
O novo filme já se inicia com uma coisa que não me agradava, os personagens adultos.
Mesmo os atores tendo uma química incrível e realmente convencerem como versões mais velhas de seus atores mirins, a premissa dos adultos enfrentando o palhaço não tem o mesmo apelo, além do filme se passar nos dias atuais, tirando o clima oitentista.
Outra falha pra mim foi a quase três horas de filme, que torna as vezes a aventura meio longe. E sim, "aventura", pois não conseguia ver o filme como terror, nem a primeira parte. Mas talvez seja por que eu tenho um gosto peculiar, e encarei It como uma versão mais pesada de Goonies.
Tirando essas falhas, o filme diverte e entrega um bom final. O primeiro e terceiro ato do filme são excelentes e conseguem desenvolver bem os personagens e dá um bom final.
Meu problema mesmo foi o meio que é longo e repetitivo.
Mas se você viu a primeira parte, ver essa segunda é obrigatória para ver onde os personagens que gostávamos foram parar.
Mesmo a nota meio baixa, indico com todas as forças que assistam a "It", e que vocês tirem as suas próprias conclusões!

11 de set. de 2019

[Crítica - Filme] Bacurau


Para não contar spoiler, vou me restringir a falar sobre sensações, e não sobre a história do filme.

Quantas cidades no Brasil são Bacurau?
Cidades esquecidas, abandonadas e que desprezamos em nossa falsa "superioridade" por sermos de cidades consideradas centros urbanos?
Cidades que nunca nem ouvimos falar e os políticos só vão para conseguir votos em sua política assistencialista. Cidades nas quais não visitamos os museus para conhecer suas histórias e que temos um preconceito automático?

Bacurau pode ser uma cidade fictícia, mas sua realidade não. E se, de alguma forma, o público se identifica mais com o que os gringos produzem, esse filme é o momento para olhar para dentro de nós mesmos e de nossa realidade, e assumir nossa identidade.
O filme se apropria de símbolos clássicos do cinema como John Carpenter, filmes como Mad Max, entre outros, para mostrar nossa vida criando assim um filme único e marcante!

Bacurau é um filme que é muito difícil de se escrever alguma sinopse, pois quanto menos você souber, melhor! Confie no cinema nacional e dê uma chance ao filme que mostra que nossa cultura é uma resistência, e que estamos mais próximo de Bacurau do que de qualquer Nova York da vida!

Somos todos de Bacurau!

5 de set. de 2019

[Crítica - Filme] Yesterday


Nessa crítica vou tentar sintetizar ao máximo meu sentimento perante o filme. Como sempre, uma nota mais pessoal que realmente técnica. Então, fiquei bem dividido com a nova obra do Danny Boyle: "Yesterday". Com uma premissa genial de "um universo onde os Beatles não existem e só um cara lembra de suas músicas" teríamos diversas histórias e situações incríveis para visualizar. Porém, o que ganhamos foi uma comédia romântica que não se arrisca, e fica bem no terreno comum.
Não que isso seja ruim, é uma coisa bem feita e que para o público certo pode funcionar efetivamente. Outro fator que agrada demais é a questão dos Beatles. Diversos momentos são bem emocionantes e pra quem gosta da obra da banda é impossível não se conectar com diversos momentos em que a obra homenageia o quarteto de Liverpool.
A montagem do filme é extremamente criativa, e nisso o diretor soube imprimir bem seu estilo dinâmico (a cena sobre Eleanor Rigby é um dos momentos altos do filme), porém com uma história que pouco se arrisca, o filme acaba ficando no "legal, boa diversão" e não em um filme memorável. "Yesterday" tem uma premissa incrível, porém, por não se arriscar, fica mais para o mediano.