4 de jul. de 2019

[Crítica - Filme] Homem-Aranha: Longe de Casa

Sabe quando estás brincando na rua da de casa e sua mãe pede para sair e comprares o pão e você fica chateado? Imaginem essa responsabilidade multiplicada por mil e esse é o karma de ser Homem-Aranha.


Tom Holland consegue mais uma vez convencer como o garoto de 16 anos no colégio que apenas quer a sua vida normal, mas que a cada dia precisa aprender a lidar com a sua responsabilidade perante seus poderes. É possível sentir tudo isso no filme, o quanto ele quer poder aproveitar a sua vida e o quanto seus poderes aracnídeos o atrapalham.

De novidade no filme temos Jake Gyllenhaal, que consegue fazer uma atuação canastrona perfeita e que super combina com seu personagem. Mysterio nos quadrinhos tem todo esse ar de "super vilão de segunda categoria", e o filme o transforma em uma grande ameaça sem perder essa característica. Meu maior receio em relação ao personagem era como o filme adaptaria suas ilusões surreais para as telonas, e para minha surpresa: fez isso extremamente bem, tornando essas as melhores cenas do filme... E que cena pós crédito foi aquela? A cereja do bolo!

Outro ponto a ser exaltado é o casal principal, Peter e MJ. Eu me peguei torcendo pelo beijo final como à tempos não torcia. A química entre os dois é funcional, e por mais que não seja a mesma que cresci lendo, me cativou muito por todo o contexto entregue.

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O maior problema do filme, na minha opinião, é a forma como eles estão se apoiando demais ainda na figura do Homem de Ferro, o que as vezes pode ser exaustivo. Além do mais, o roteiro claramente tem uns momentos de soluções bestas e Deus Ex Machina óbvios demais para engolir, principalmente a sequencia no bar inteira (Vocês saberão). É daqueles filmes que é melhor não se perguntar demais por alguns detalhes depois da sessão.

Mesmo com isso, o filme tem um saldo extremamente positivo, entregando uma aventura empolgante e digna aos fãs do cabeça de teia! Que venha a próxima aventura do herói e a nova fase para o Universo Marvel no Cinema!

28 de jun. de 2019

[Crítica - Filme] Turma da Mônica - Laços


É muito difícil de avaliar um filme como Turma da Mônica - Laços sem pesar toda a nostalgia e importância para muitos de nós brasileiros que crescemos lendo esses gibis. Diversos de nós aprendemos a gostar de ler pelos personagens marcantes da imaginação (e vida) de Mauricio de Souza. 
Diversos autores conseguiram captar e transmitir toda essa emoção em suas Graphic Novels autorais da MSP lançadas desde 2012, e os irmãos Lu Cafaggi e Vitor Cafaggi fizeram isso tão bem que sua obra homônima foi escolhida como a história que guiaria o primeiro filme Live Action da turma da dentucinha. E ainda por cima, o filme teve a escolha de um grande diretor (que particularmente sou muito fã) o Daniel Rezende e toda uma dinâmica de escolha de atores que conseguiu escolher quatro crianças perfeitas para convencer que o quarteto do limoeiro é real.
O filme, segue bem a história do quadrinho no qual é baseado, com o desaparecimento do floquinho e a turma indo atrás dele em uma jornada com diversos obstáculos e que que vai mostrar como esse laço de amizade é tão forte para durar tantas gerações nos corações dos leitores. 

Por toda a projeção eu senti um grande abraço da nossa infância, e como um abraço, termos técnicos não o definem. Os melhores termos que posso usar é que a arte tem cheiro de uma chuva de fim de tarde, o roteiro flui de uma pipa empinada e juro que quase consegui sentir o cheiro do bolo da minha avó. A inocência e a imaginação da nossa criança interior volta durante o filme, e para quem é criança, o filme com certeza vai divertir com seus personagens cativantes.

É claro que o filme é infantil e nem é perfeito, mas a partir do momento que faz o expectador ter essas sensações, acho que ele cumpriu seu objetivo, em nos transportar para uma época mais simples e fácil onde riamos de besteiras e esperávamos um acalento de nossos pais. Assim como no stories, eu só tenho a agradecer a todos que fizeram esse filme me transmitir isso. Obrigado Mauricio, por me fazer lembrar o quão bom é ser criança.

NOTA: 4,5

27 de jun. de 2019

[Crítica - HQ] Turma da Mônica - Laços

Hoje estréia nos cinemas "Turma da Mônica - Laços", mas você conhece a origem dessa história?

Laços é uma graphic novel dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, que traz o quarteto mais amado dos quadrinhos nacionais de uma forma visualmente diferente, porém com o carisma que já estamos acostumados a ver na turminha.


Nesta estória, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão unem-se na em busca de Floquinho, o sumiço do cãozinho faz com que a Turma embarque em uma aventura coberta de referência à filmes dos anos 80, como "Os Goonies", e por meio dessa jornada compreendem também a força do "laço" que os une, a amizade.

Com uma estória simples combinada ao traço incrivelmente lindo dos irmãos Cafaggi, podemos perceber em Laços não só um grande carinho da parte dos autores pelos personagens e pela obra de Maurício de Souza, como também traz uma sensação de nostalgia que faz da leitura bastante agradável e "aquece o coração" de qualquer fã da turma.

8 de mar. de 2019

Homenagem à todas as mulheres!


Lugar de mulher pode ser: na luta pela revolução, no combate ao crime, em naves espaciais, em frente à luta pela paz, e o mais importante: Onde ela quiser!

Uma singela homenagem do Claquete de Papel para todas as mulheres de toda a galáxia, e nunca esqueçam de lutar pelo que é seu!

7 de mar. de 2019

[Crítica - Filme] Capitã Marvel


O Thanos que se cuide!
A Marvel tinha uma responsabilidade muito grande com o filme, que não apenas, levava o nome da editora/produtora, como também a obra tinha que entregar uma protagonista forte que pudesse bater de frente com o que a DC tentou com Mulher Maravilha.
E eles conseguiram.
De novo.

O filme consegue nos (re)apresentar Carol Danvers: uma das principais heroínas dos quadrinhos da editora vermelha, misturando o clássico com os quadrinhos mais modernos. Temos uma história de origem que mistura do que conhecemos das revistas com ideias completamente novas, sem desrespeitar os fãs. Temos cenas de ação boas, retorno de personagens que amamos, vilões que os fãs esperam nos filmes faz tempo, além de conseguir inserir críticas ao machismo que ainda se implanta em nossa sociedade, com diversos momentos nos quais as mulheres podem se identificar, ou que puxam nossa orelha (no caso dos homens), o que pode ser dolorido pra alguns. K k k
Brie Larson dá um tapa na cara de quem achou que ela não conseguiria entregar uma personagem de múltiplas camadas e que foge de diversas convenções de "heroínas" no cinema.

Temos destaque também para o gatinho Goose, o Skrull Talos e Nick Fury, que fecha algumas das dúvidas que tínhamos ainda sobre o universo da Marvel.
Além disso, levem lencinho para rever o Stan Lee no cinema.

Porém, "Capitã Marvel" peca em alguns detalhes técnicos, a fotografia "lavada" do estúdio se repete, alguns diálogos clichês poderiam ser evitados, e outros detalhes que não atrapalham a experiência.

Vejam logo no cinema e fiquem para as cenas pós créditos!
E que venha Vingadores: Ultimato!

Nota: 4,0/5,0