8 de mar. de 2019

Homenagem à todas as mulheres!


Lugar de mulher pode ser: na luta pela revolução, no combate ao crime, em naves espaciais, em frente à luta pela paz, e o mais importante: Onde ela quiser!

Uma singela homenagem do Claquete de Papel para todas as mulheres de toda a galáxia, e nunca esqueçam de lutar pelo que é seu!

7 de mar. de 2019

[Crítica - Filme] Capitã Marvel


O Thanos que se cuide!
A Marvel tinha uma responsabilidade muito grande com o filme, que não apenas, levava o nome da editora/produtora, como também a obra tinha que entregar uma protagonista forte que pudesse bater de frente com o que a DC tentou com Mulher Maravilha.
E eles conseguiram.
De novo.

O filme consegue nos (re)apresentar Carol Danvers: uma das principais heroínas dos quadrinhos da editora vermelha, misturando o clássico com os quadrinhos mais modernos. Temos uma história de origem que mistura do que conhecemos das revistas com ideias completamente novas, sem desrespeitar os fãs. Temos cenas de ação boas, retorno de personagens que amamos, vilões que os fãs esperam nos filmes faz tempo, além de conseguir inserir críticas ao machismo que ainda se implanta em nossa sociedade, com diversos momentos nos quais as mulheres podem se identificar, ou que puxam nossa orelha (no caso dos homens), o que pode ser dolorido pra alguns. K k k
Brie Larson dá um tapa na cara de quem achou que ela não conseguiria entregar uma personagem de múltiplas camadas e que foge de diversas convenções de "heroínas" no cinema.

Temos destaque também para o gatinho Goose, o Skrull Talos e Nick Fury, que fecha algumas das dúvidas que tínhamos ainda sobre o universo da Marvel.
Além disso, levem lencinho para rever o Stan Lee no cinema.

Porém, "Capitã Marvel" peca em alguns detalhes técnicos, a fotografia "lavada" do estúdio se repete, alguns diálogos clichês poderiam ser evitados, e outros detalhes que não atrapalham a experiência.

Vejam logo no cinema e fiquem para as cenas pós créditos!
E que venha Vingadores: Ultimato!

Nota: 4,0/5,0

12 de fev. de 2019

[Crítica - HQ] O Mágico Se

Hoje vim apresentar sobre o terceiro dos quadrinhos paraenses que estou trazendo nesta página: "O Mágico Se".
O quadrinho tem uma pegada altamente surreal e consegue misturar um universo fantástico com problemas do nosso cotidiano.


Com claras inspirações no surrealismo e em Sandman, “O Mágico Se” foi criado para despertar em seus leitores um questionamento social e ao mesmo tempo os convidar para uma jornada fantástica, na qual podemos ver cachorros falantes e astronautas além de perceber o quão próximo esse universo é da gente!

Esse compilado de histórias consegue mesclar entre as coisas mais fantasiosas, no qual temos uma história sobre maternidade/paternidade em um multiverso bem peculiar e também temos histórias mais pé no chão que conseguem causar um choque de realidade mostrando a dificuldade em viver na periferia. Outra, que envolve um astronauta, consegue te mostrar a ingenuidade e ganância do ser humano. São tantas camadas que se eu explorar demais pode ser spoiler para os que ainda vão ler. 


Quero destacar que além dessa revista o grupo está iniciando e deseja crescer ainda mais. Eles começaram com a página do Instagram na qual eles publicam tirinhas e vale muito a pena acompanhar e ver o trabalho deles. Conheci e vi palestra com alguns dos membros do grupo e é incrível o potencial que essas histórias tem.

Se vocês quiserem conhecer mais, sigam @omagicose no Instagram e se prepare para segurar a mão do mágico embarcar nessa viagem psicodélica.

7 de fev. de 2019

[Crítica - HQ] Simplesmente Eneida

E continuando nossa trilogia de quadrinhos paraenses, agora vamos para o segundo: "Simplesmente Eneida".
O quadrinho homenageia a grande escritora paraense Eneida de Moraes, contando com seis pequenas histórias que adaptam seus contos e um que foca em uma ideia que a escritora progrida em diversas de suas obras.


Eneida de Moraes foi uma grande escritora, jornalista, pesquisadora, militante política e grande figura na era do “Estado Novo” na Década de 30/40. Uma figura tão importante que seu nome ecoa de uma forma tão poderosa que ser referida como simplesmente Eneida, e é com essa expressão que temos uma obra em quadrinhos importante sobre essa grande mulher!

Com seis pequenas histórias, o quadrinho “Simplesmente Eneida” transmite a mensagem da escritora de diversas formas, hora com histórias fantasiosas em uma cabeça infantil, hora como um conto de época e hora como um conta cyberpunk sobre revolução. E mesmo havendo uma Eneida diferente em cada história, a mensagem está lá e permanece incrivelmente atual.

A obra foi feita pelo Coletivo Purumã, em um laboratório de quadrinhos. Cada conto teve desenho e roteiro por um artista, o que gera um ritmo bacana, no qual é possível sentir bem cada estilo e linguagem. As histórias são curtas, com pouco mais de 3 páginas, e mostram o quanto a memória da autora paraense continua viva.


A revista foi feita pelo @coletivopuruma em um laboratório de quadrinhos, e contou com os seis artistas: @adrianolimaart @srkoema @1mashirou @ticodemelo @tysilva_ e @dois.oliveiras
A obra consegue ser atual ao mesmo tempo que presta homenagem ao passado, com visões criativas e artes lindas para os contos.

2 de fev. de 2019

[Crítica - HQ] O Poderoso Máximus

Hoje quero começar a falar sobre alguns quadrinhos daqui da minha terra, Belém do Pará. Vou começar então falando do primeiro super herói que conheci em quadrinhos aqui, o Poderoso Maximus! Conheçam um pouco mais dessa obra e do seu criador: Alan Yago e aguardem, porque ainda teremos mais duas publicações de alguns quadrinhos daqui!


Sinto que demorei a falar sobre esta obra, porém, eu precisava esperar o momento certo. E a importância dela, pelo menos pra mim, talvez esteja neste rápido parágrafo: ele foi o primeiro herói paraense que eu li.
Eu já lia os heróis da Marvel e DC e era fascinado por revistas em quadrinhos, porém, quando comprei a primeira edição de “O Poderoso Maximus” em Belém, vi que tinham pessoas que criavam heróis aqui.

Com cinco volumes até agora, “O Poderoso Maximus” conta a história de um herói que lembra demais o Super-Homem da DC Comics, porém esqueçam os raios nos olhos, pois ele solta energia pelas mãos!
A história pega diversos elementos de narrativas clássicas de heróis, com passagens de ação e até uma certa paródia ao gênero, que é muito bem vindo e dá um gás a obra. 

Com o transporte desse conceito para Belém, podemos ver uma regionalização do símbolo da esperança, não apenas em sua história, mas também em seu autor.
Alan Yango possui um blog: yangoverso.blogspot.com e em 2016 lançou “Esquadrão Amazônia”.
Espero que o personagem possa cada vez mais se popularizar e mostrar a todos que tem amor a alguma arte que devemos continuar criando, metendo a cara no sol e fazer o que amamos com orgulho.